Precisamos falar sobre Casamento | desabafo

segunda-feira, setembro 26, 2016

Oi gente, o post de hoje é diferente do que geralmente vocês encontram por aqui. O post de hoje é uma reflexão, abri o meu coração para falar sobre coisas que vêem me incomodando e postei no meu blog pessoal. Mas, tive uma repercussão tão boa que resolvi compartilhar aqui também, vi que muitas meninas passam por o mesmo e esse texto pode ajudá-las a se sentirem acolhidas. Enjoy!

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Com 3 meses de namoro, ele me deu um anel de compromisso. Um ano depois, ele me deu um anel mais bonito e me pediu em casamento. A data do Grande Dia já tínhamos desde o primeiro mês de namoro: seria em dezembro de 2016. E foi assim… Para alguns, rápido demais. Para nós, o tempo necessário. 

Estamos há menos de três meses para o nosso casamento e tenho passado por uma fase bem difícil com relação a isso. As pessoas não são boas em dar conselhos sobre casamento ou parece que é crime querer iniciar um novo ciclo beirando os 22 anos. Comumente, alguém se espanta ao saberem minha idade e que estou prestes a dizer sim.

- Nossa, você já vai casar? - elas perguntam constantemente.
- Sim, gente, vou, não seria esta a lei da vida? Nascer, Crescer, Reproduzir e morrer? Então, tô seguindo o plano, porque o espanto? - eu penso.

Tem sido uma fase difícil porque as pessoas estão mais preocupadas em falar o quanto é difícil do que o quanto pode ser bom. Talvez até pensem que é obrigação delas mostrarem o trabalho que dá viver junto, dizerem que o chão não se limpa sozinho, que a comida gostosa da mamãe se limitará aos domingos de almoço em família ou que, agora, você quem tem que lavar e passar a sua própria roupa e, mais, a do marido também.

Realmente acredito que as pessoas se orgulham disso e batem no peito para dizerem “É… pelo menos, eu avisei”. Mas, já parou para pensar que ninguém casa achando que vai ser um mar de rosas? Já parou para pensar que, depois de falar tantas tragédias sobre vida a dois, você vai acabar traumatizando a outra pessoa?


Eu me sinto assim: traumatizada. E, tem dias, que um sentimento de medo percorrem meu corpo de uma maneira inexplicável. Nunca acreditei que seria fácil, é um desafio e tanto, eu sei. Tem cueca para lavar, tem pia de louças que parecem infinitas, tem duas cabeças com manias diferentes que vão ter que se entender, tem o desafio financeiro de dividir por dois, tem tudo. A convivência, a adaptação, as mudanças não serão fáceis, é verdade. Mas, a vida nunca foi fácil e nunca será.

Muitas bandeiras são levantadas ao redor da instituição divina que é a família, não é mesmo? Vejo muitas pessoas criticarem A e B por levantarem cartazes contra o "modelo tradicional", mas, será que não somos nós que estamos acabando com a família? Nós, ditos conservadores, que no lugar de incentivar mostramos um bicho de sete cabeças. Será?

No entanto, deixa eu te contar: também tem o outro lado. Tem um mundo de descobertas, tem desafios diários e instigantes, tem um tom de liberdade e independência, tem aconchego no final do dia, tem dormir sentindo o coração do outro bater bem pertinho, tem planos para uma vida inteira, tem risadas porque o outro finalmente conseguiu fazer o café perfeito, tem uma nova vida, tem um lar.

Se você tem uma experiência negativa disso, guarde para si. Deixem que os jovens se casem, não deixem que eles desacreditem do casamento. Se duas pessoas se amam, gostam um do outro verdadeiramente, possuem um relacionamento saudável (lê-se: sem traições, brigas constantes, ciúmes que beiram a obsessão, entre outros problemas), deixem que se casem. Eles vão sobreviver.


 

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