Conflitos pós-altar

sábado, março 26, 2016

Olá noivíssimas! Eu sou a Rebeca Melo, sou casada há 4 anos e mãe da Rafaela de 1 aninho. Tive meu casamento dos sonhos e optaria por casar todos os anos, com o mesmo marido, porque ser noiva é muuuuito cansativo booom! Eu adorei!


Fui convidada pela linda Gesika Ramos para escrever no MVS sobre a convivência dos cônjuges pós-cerimônia. Então, vamos lá!


#1 Não é fácil. É claro, que estamos felizes e realizadas por casarmos com a pessoa da nossa vida, mas, mesmo assim, não é moleza. Existem inúmeras vantagens em se estar morando NA SUA CASA, pois, quem casa, merece casa. É libertador poder fazer as coisas no seu tempo e do seu modo.

exemplo 1: Na minha casa aboli os tapetes! #detesto Já minha mãe adora.
exemplo 2: Ir dormir com uma louça na pia é inadmissível na casa da minha mãe, mas eu como esposa ocupada, que tem pouco tempo com o marido, consigo deixar a louça para depois. Prefiro ficar com ele esses minutos que seriam gastos com algo que posso fazer na sua ausência.

#2 As mudanças da vida de filha para esposa é bem desgastante. Trocar a estabilidade da rotina que você está acostumada, para uma vida que começa do zero, é bem estressante. Notamos essas coisas no dia-a-dia, quando chegam as contas e só tem as duas rendas para pagar a fatura, ou querer tanto ir naquele restaurante, mas a prioridade é o aluguel da casa. 

Querendo ou não, nossos pais sempre foram nossos refúgios na vida e passar a contar só com o marido para decisões simples e importantes, é sim um pouco angustiante. Tentei explicar ao meu marido (que entendeu essa entrega total ao casamento, mais rápido do que eu. Talvez porque não morava com os pais e era independente) que confiei em meu pai por 22 anos, para qualquer situação da vida e que, para confiar nele, precisava de um tempo de adaptação. 

#3 Com toda CERTEZA do mundo: o homem com quem você casa, não é o mesmo que você namorava. Isso eu falo sem medo de estar enganada! As qualidades do seu parceiro serão mais explícitas, mas os seus defeitos serão agravados. 

exemplo 3: Rafael sempre foi desorganizado, eu achava que era assim porque trabalhava, estudava e morava sozinho em outro país, longe dos pais, achei que comigo ele teria amabilidade suficiente para não ser tão desorganizado. Me enganei e agravou, pois hoje sou eu quem organiza as bagunças dele.
exemplo 4: BabyZ (meu marido) também sempre foi muito motivador. Sempre quis me ver crescer em qualquer que seja a área da vida, me deu muita força, e isso é muito importante no nosso casamento. 

#4 Nessa aventura que é o casamento, temos que ir com amor e companheirismo, entendendo que nossas atitudes (e as dele) são reflexos do meio que fomos criados, de experiências que tivemos, que foram moldando quem somos e como reagimos hoje. Algumas até são heranças emocionais, para a construção de caráter. 

exemplo 5: Rafael se importa muito com as suas roupas bem limpas e passadas, reflexo de ter a mãe como costureira. Ele também ama carne guisada, relembra a casa da sua avó nos finais de semana.

#dica: Por isso, procure ver as coisas com mais leveza e inteligência, não faz sentido estarmos bobos pela paixão de que teremos uma vida de conto de fadas! O príncipe pode ser real, mas ele também tem defeitos, como você!

#5 Há como lidar com nossas diferenças ao focarmos no fato que elas nos completam como casal. O que ele é melhor, ele faz, o que eu sou melhor, eu posso colaborar também. É muito importante que as metas e objetivos de vida sejam traçados no namoro, pois é preciso saber aonde ele quer chegar daqui a 20, 30 anos, pra saber se é isso que também me fará feliz, para assim, caminharmos com destino ao alvo em conjunto.

#6 A conversa é outro fator determinante, o silêncio é o maior veneno do relacionamento, mas, as conversas devem ser em momentos de paz, na hora da raiva falamos o que não devemos e não ouvimos o que é de fato importante. Por vezes, deixei de falar coisas que eu não gostava nele, vi que isso - aos poucos - estava nos separando dos nossos objetivos em comum e que rapidamente isso minaria outras áreas do nosso relacionamento.

#7 Outra coisa importantíssima: cuidado com quem desabafa, pois você pode rapidamente perdoar seu cônjuge, mas o seu pai, sua mãe, como sogros, não perdoarão. Portanto, escolha bem os seus padrinhos de casamento, que sejam amigos e de confiança, pois eles servem para esses momentos também, mas, que não sejam ditas coisas que manchem o caráter do seu esposo (a menos que sejam coisas gravíssimas, aí não se cale! Chame até a polícia se necessário!).

#8 Por fim, dê valor as coisas que vocês gostam de fazer. Vão àquele restaurante que trazem boas lembranças, a praia favorita, etc... Lembrem-se sempre que qualquer relacionamento é uma via de mão dupla, os dois colaboram para o bem dos DOIS!


Sejam felizes, porque morar com a pessoa da nossa vida é bom demais!

Beijos,
Rebeca Melo Minhas mídias sociais: FACEBOOK

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